Arch Linux: uma análise do sistema

Você já está cansado de reinstalar o seu Fedora ou seu Ubuntu a cada seis meses? Eu sei como é isso. Reinstalá-los novamente depois de 6 meses é sempre uma dor. Também sei que eles podem ser atualizados diretamente para a nova versão, mas desta vez seria ótimo algo que pudéssemos atualizar mesmo sem reiniciar o sistema durante um ano. Para isso, eu tenho a solução: Arch Linux. Uma distribuição Linux do tipo rolling release com milhares de softwares atuais nos seus repositórios oficiais à sua disposição. Tá esperando o quê?

Apresentação

Primeiramente, se você é novo no GNU/Linux e tem medo de linha de comando, por favor, não tente instalar o Arch Linux em seu sistema. Dado o recado, vamos ao que interessa. A instalação do Arch Linux exige um controle muito bom sobre a linha de comando. Para quem está disposto a instalar o Arch Linux em seu sistema, eu recomendo que a pessoa deve imprimir o seguinte guia de instalação: Guia de instalação do Arch Linux.

Se você instalar o Arch Linux, você vai aprender muito. Você vai aprender quase tudo sobre os sistemas operacionais. No Arch Linux não existem módulos desnecessários que são carregados na inicialização. O Arch Linux, ao contrário de outras distribuições Linux, não tem um Desktop padrão. Você pode instalar o Gnome, OpenBox, KDE ou qualquer outro que você goste e que tenha instruções de como instalar em suas páginas wiki. Ele parece ter uma estética semelhante à do Gentoo em que a missão principal é a construção de seu sistema operacional a partir do zero. O Arch fechou o ano de 2010 como a oitava distro mais popular na lista do DistroWatch. E isso não é à toa.

Ao contrário de muitas distribuições Linux populares, como Ubuntu e Fedora, o Arch utiliza um sistema de rolling release. Isso significa que a última versão “estável” e todo o resto dos programas da distribuição estão sendo constantemente atualizados com as últimas versões tão rápido quanto elas chegam e são testadas.

Opinião do MeuPinguim

Há anos venho paquerando o Arch. Mas sabia que precisava conhecer mais a fundo o sistema Linux como um todo. Portanto, passei por diversas distros como forma de aprender e testar. Isso serviu de base para que hoje eu pudesse usar o Arch de forma satisfatória. No Arch, o KDE sempre é veloz e nunca está bugado. Em várias distros que se dizem especialistas em KDE, como o OpenSUSE por exemplo, o KDE está bugado. Isso não aconteceu no Arch, para a minha surpresa. E depois que você instala o Yaourt, tudo deixa de ser complicado. Fica muito parecido com o Ubuntu, já que o repositório do Arch tem uma imensa quantidade de aplicativos que serão compilados no seu Arch assim que você pedir a instalação. Mesmo assim, não podemos recomendar o Arch Linux para todos porque não é um Linux para todos. Mas, se você conhece Linux, e você quer ter controle rígido sobre o seu sistema, você vai gostar muito. Eu gostei.

Imagens

Helbert Rocha

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