Extensões do Chrome estão vindo para o Firefox

A Mozilla anunciou hoje algumas mudanças importantes para o Firefox. Dentre elas, irá implementar uma API para que as suas extensões fiquem compatíveis com as extensões dos navegadores Chrome e Opera. Será chamada API WebExtensions e irá garantir que os desenvolvedores precisem fazer apenas algumas pequenas alterações ao código para que o add-on possa ser executado no Firefox.

Revolução das extensões

“Gostaríamos que o desenvolvimento de add-ons fosse como o desenvolvimento da Web: o mesmo código sendo executado em vários navegadores de acordo com o comportamento definido por normas, com documentação abrangente e disponível por vários fornecedores”, disse Kev Needham da Mozilla. Desenvolver extensões para o Firefox foi sempre mais complexo do que desenvolver algo com a mesma funcionalidade para o Chrome. Isso é, em parte, devido ao uso de tecnologias como XPCOM e XUL (para a construção de interfaces com o usuário). Elas permitiram uma grande quantidade de recursos ao Firefox, mas também acrescentaram muita complexidade. Essas tecnologias serão preteridas no prazo de 12 a 18 meses.

É importante frisar que essas mudanças não se aplicam a desenvolvedores que usam o mais recente Jetpack SDK para escrever suas extensões. Começando pelo Firefox 42, os desenvolvedores também terão suas extensões revistas e assinadas pela Mozilla antes que elas possam ser publicadas. “Rever tudo será um processo humano e manual, passando por uma análise completa que atenda às nossas diretrizes. Isso pode ser um processo demorado que pode levar semanas ou meses”, escreveu Needham.

extensões chrome firefox

A Mozilla, no entanto, espera que a mudança para a API WebExtensions permita uma organização e avaliação de add-ons significativamente mais rápida. A Mozilla também tem planos de automatizar ainda mais o processo de revisão, e trazer esse tempo de revisão das extensões listadas em sua loja na web para menos de cinco dias. A Mozilla também está trabalhando atualmente em outra grande mudança para o Firefox. A organização está agora, finalmente, separando as abas do navegador e interfaces de usuário em diferentes processos para que ao cair uma guia, ela não derrube todo o browser. Esse recurso vai ser ativado por padrão no primeiro beta do Firefox 43.

No geral, é uma grande mudança na forma como o Firefox irá tratar seus add-ons. O Firefox sempre teve um riquíssimo ecossistema de extensões e seus desenvolvedores muitas vezes foram capazes de fazer coisas no Firefox que não eram possíveis em um navegador como o Chrome (incluindo a modificação da interface do usuário). Será interessante ver como este movimento vai impactar o conjunto das extensões do Firefox. Para a maior parte, porém, um ecossistema de extensões unificado que permita aos desenvolvedores escreverem seus códigos uma vez só e, em seguida, executá-los no Firefox e no Chrome, com apenas algumas pequenas modificações provavelmente será uma vitória para ambos os desenvolvedores e usuários. O risco para a Mozilla, no entanto, é que isso acabe com muitas das características que fizeram do Firefox um navegador único.

Helbert Rocha

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