Facebook junta-se ao Governo Americano contra a Síria

Muita gente não deve estar por dentro do que está acontecendo na Síria. Então pra ajudar aos que estão nessa situação, o MeuPinguim traz agora um breve resumo antes de falarmos da situação do Facebook. Na Síria eclodiu uma revolução pacífica do povo contra o Governo tipo o que tivemos no Brasil agora em 2013. Mas a matança em massa e estupros por parte do exército sírio e as forças de segurança obrigou seu povo a pegar em armas para se proteger e tudo virou uma grande guerra civil. A revolução eclodiu no chão mas as mídias sociais ajudaram a aumentá-la.

Depois do ataque químico no subúrbio de Damasco, capital da Síria, os EUA se mostraram a favor de ataques aéreos contra a Síria. Por detrás do discurso humanitário a fim de ganhar o apoio popular ao ataque, os EUA querem combater qualquer esforço para a criação de um governo islâmico após a queda do ditador Bashar Al Asad e evitar que os revolucionários ganhem a posse das armas químicas e dos mísseis de longo alcance. Pois isso se tornaria uma ameaça à Israel.

siria facebook

Facebook e Redes sociais

Mas onde entra o papel do Facebook e outras mídias sociais nessa guerra toda? Explico. O Facebook e o Twitter funcionaram perfeitamente para que os ativistas se organizassem e como fonte de notícias verdadeiras que não eram encontradas em lugar algum da mídia tradicional. Agora, o Facebook fechou diversos perfis dos revolucionários sírios, incluindo o “We are All Syria” (https://www.facebook.com/We.Are.All.Syria) que tinha aproximadamente 500.000 fãs e era uma das maiores comunidades sírias no Facebook. O Facebook alega que fechou os perfis por causa da publicação de conteúdo sexual e nudez, quando na verdade o “We are All Syria” estava publicando os crimes do regime de Bashar Al Assad em vídeos e fotos, operações dos revolucionários da Jabaht al Nusra e alertando sobre as tentativas do Governo Americano de sequestrar a revolução e instalar um novo regime de fantoche, aliado aos seus interesses no país.

Está claro que o Facebook não gosta muito da liberdade de expressão. Através desse movimento, o Facebook está se posicionando contra o Islã e a liberdade Muçulmana. Está fortemente usando seus recursos e unindo esforços ao Governo dos EUA a fim de evitar o crescimento de uma mídia alternativa com outra visão sobre os fatos. Uma alternativa ao Facebook deveria ser criada. Uma rede social global que respeite o Islã e todas as religiões, a liberdade de expressão mesmo que venha da Al Qaeda, apartidarista e sem ligação com governos. A humanidade precisa unir esforços para desenvolver essa plataforma.

Fonte: http://arabcrunch.com/

Helbert Rocha

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  • ricardo
    Chromium 28.0.1500.71 Chromium 28.0.1500.71 no Ubuntu Ubuntu

    Fica na tecnologia, nota 10. Anti-americanismo puro não leva a nada. Islamismo? Al Qaeda? Nesse meio, o pinguim já teria morrido. Software livre nada tem a ver com esses regimes e ideias obscurantistas.

    MeuPinguim responde: Concordo. Mas onde no texto você encontrou alguma relação entre o software livre e os ideais obscurantistas ou regimes políticos, etc? O texto apenas informa sobre a postura do Facebook em relação à política do Governo Americano. E isso é tecnologia.

  • Robin~#
    IceWeasel 29.0 IceWeasel 29.0 no GNU/Linux GNU/Linux

    Podem me achar louco,mas continuo dizendo e achando que o facebook pertence a #NSA e aquele nerd “dono” é apenas a cereja do bolo.