Linux da depressão

O Linux é a melhor alternativa ao Windows? Sem dúvidas. O Linux é gratuito, “fácil” de usar e mais seguro. Uma vez que você está um pouco familiarizado, você vai se sentir em casa. Ainda assim, ele é usado por apenas 1,7% dos PC’s no mundo. Desde que veio ao mundo, contribuidores do Linux tentaram convencer o mundo a usá-lo. A maioria das pessoas simplesmente não quiseram experimentá-lo ou simplesmente não foram capazes. Se alguém não descarta o Linux imediatamente, vai dizer que “Linux é um ótimo sistema operacional” e ainda assim continuar usando o Windows (ou Mac OS). Há algumas razões por detrás de tudo isso. Por que o Linux – apesar de ser ótimo – não é e nem tão cedo será usado ​​amplamente pela população (povão) em seus PC’s e notebooks, exceto os casos de devices Android e whatever Kernel Linux geladeiras blá blá blá?

Mitos

O maior problema do Linux não é a falta de softwares. São as pessoas, que na maioria dos casos, não sabem o que é o Linux. Elas confundem o Kernel com uma distribuição Linux. Elas pensam que a instalação é tipo pilotar uma aeronave. A maioria dos usuários de computador pensam que o Linux é uma alternativa ao Windows mas que eles têm que usar um prompt de comando o tempo todo. As pessoas simplesmente não entendem a lógica do software open source. Algumas pessoas ainda pensam que o Linux se parece e funciona como o Windows 3.0.

Nenhuma grande marca apoia o Linux

A Microsoft já fez um punhado de apps para Android, abriu o código do seu framework .NET e também desenvolveu um editor de códigos para Linux. O Google tem o Android que ainda é um projeto open source. A gigante dos motores de busca também usa o Chrome OS em seus Chromebooks, ambos os sistemas operacionais executados em um Kernel Linux. Quer dizer que essas marcas são apoiadoras de open source? Não. No caso da Microsoft, eles não tornaram o Visual Studio IDE em código aberto e todos os aplicativos para Android que eles fizeram são de código fechado. O Google Chrome OS nunca foi open source, e a maioria dos aplicativos para o Android que o Google fez são de código fechado também. Aliás, você não consegue instalar qualquer software de Linux no Chrome OS ou no Android. Mesmo eles usando o Kernel Linux.

linux depressão

Empresas de software não curtem Linux

Mesmo o Linux sendo capaz de executar aplicativos e softwares poderosos, a maioria dos grandes fabricantes de software não estão interessados ​​em portar seus softwares para Linux. Nenhum dos aplicativos Creative Cloud da Adobe estão disponíveis. O Microsoft Office está disponível para Windows, Mac OS e até Android, não está disponível para Linux. Isso não se limita apenas à Microsoft e Adobe. Todas as outras grandes empresas seguem a mesma rota. Corel (conhecido por CorelDRAW), Autodesk (os fabricantes do AutoCAD) e muitas outras empresas não mostram interesse em portar seu código para Linux. A razão por trás disso é que esses fabricantes de software não acreditam que os usuários de Linux comprarão seus produtos. Isso é verdade em certa medida. Como a maioria dos usuários Linux são engajados na cultura open source, eles gostam de softwares de código livre e aberto. Há realmente o risco de ninguém comprar o software e muitos continuarem usando as alternativas livres. Isso também limita a produção de software proprietário para Linux.

Muita confusão

A maioria das pessoas simplesmente não entendem o que o Linux é e como eles podem escolher um para usar. Há também muitas opções para eles escolherem. Outros sistemas operacionais não têm de enfrentar este problema. Se você deseja adquirir hoje o Windows, não é uma opção de compra o Windows 3.11. Apenas o Windows 10. Se você quiser ir para o Mac da Apple, você vai encontrar a versão mais recente instalada no computador. As pessoas esperam também que esse seja o caso do Linux. Explicar diferenças entre o Ubuntu e o Linux Mint é, por vezes, irritante para um noob completo. Temos muitas versões para escolher em Linux, e em última análise, resulta em muita confusão. Seria necessário uma distribuição muito famosa e boa pra “quebrar” essa confusão. O Ubuntu quase conseguiu esse feito. Mas decisões erradas quando a distribuição atingiu seu auge em 2010 tornaram a retroceder esse processo. As pessoas vão continuar gostando de sua distribuição e a força do Linux (ou seja, a escolha) continuará sendo uma fraqueza do ponto de vista mercadológico e didático.

Sempre na merda

Não vemos aumento no interesse pelo Linux nos últimos anos e nem perspectiva disso nos próximos. Ainda assim, vamos continuar usando-o, recomendando outros a usarem, e, esta já é uma boa maneira de apoiar o Linux. Se você nunca experimentou o Linux e tem curiosidade, recomendamos que você comece pelo Ubuntu ou Linux Mint. Pois o aprendizado será mais fácil. E a vida segue…

Helbert Rocha

Business & Linux Admin | Digital Mkter | Live in Rio | Love Jesus
Google+