OpenSUSE 11.3: uma análise do novo Linux da Novell

O novo OpenSUSE está chegando aí. Depois de oito meses de desenvolvimento, a Novell finalmente vai liberar a sua versão 11.3 no dia 15 de Julho de 2010. Vamos então dar uma olhada no que de melhor a Novell tem para nos apresentar. Como a última versão do OpenSUSE saiu em Novembro de 2009, o projeto OpenSUSE agora tem um ciclo de desenvolvimento de oito meses, tendo assim, mais tempo que o Ubuntu e o Fedora, ambos com ciclos de seis meses. Portanto, tempo suficiente para a apresentação de grandes novidades.

Novidades

O novo OpenSUSE 11.3 virá com Perl 5.12, Xorg 7.5, Mono 2.6.4, OpenOffice.org 3.2.1, Firefox 3.6.4 e o Kernel 2.6.34, além de outras novidades. Dentre elas, o OpenSUSE 11.3 é a primeira grande distribuição Linux a apresentar o mais novo sistema de arquivos chamado Btrfs como opção para instalação através do instalador por padrão. Com o Btrfs é possível criar uma imagem do sistema de arquivos em um determinado momento e reverter para esse momento em uma data futura caso você deseje ou precise. Por ser um sistema de arquivos muito recente, ele não é recomendado para máquinas de produção ainda, mas caso você seja uma pessoa do estilo “Bleeding Edge”, fica aí a dica. OpenOffice, Firefox, Amarok e GIMP são alguns dos aplicativos com versões recentes e pré-instalados pelo OpenSUSE 11.3.

LXDE

O OpenSUSE 11.3 também traz no seu DVD de instalação o Lightweight X11 Desktop Environment (LXDE). Um ambiente gráfico leve e rápido e bom para usuários que possuam máquinas antigas e com poucos recursos. O que não quer dizer que ele seja um ambiente fraco e com poucos recursos. Pelo contrário, o LXDE é fácil de customizar e possui uma interface agradável que segue os padrões freedesktop.org.

Poderoso KDE

Quando os usuários ouvem falar o nome OpenSUSE, a maioria pensa logo em KDE. A versão 4.4 se faz presente no OpenSUSE 11.3 com todos os seus agradáveis recursos, incluindo o novo “Packages on Demand” com seu KSuseInstall que facilita a instalação de novos pacotes sempre que forem necessários para o bom funcionamento do sistema. O KUpdateApplet é um novo meio de se fazer um upgrade no OpenSUSE sem precisar de CD/DVD, o que torna tudo muito mais fácil.

Conclusões Finais

Com tudo isso, o novo OpenSUSE 11.3 fornece uma experiência de instalação sólida e amigável, bons aplicativos pré-instalados para KDE e cuidadosamente escolhidos em conjunto com a comunidade e algumas áreas que precisam de mais polimento, como faz a Canonical com o Ubuntu. Mas algo me diz que provavelmente vamos ter de esperar pelos futuros lançamentos. Espero que este review tenha dado uma idéia do que o OpenSUSE 11.3 tem para nos oferecer.

Imagens

KDM
KDE
OOSplash

Helbert Rocha

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